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PUC-Minas, um sonho realizado
Cicero Ferreira Lopes (*)
04 de Março de 2010 • 11h36
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O jornalista e escritor Itamar de Oliveira lançou no segundo semestre, do ano passado (2009), o livro “O Sonho é possível”, que narra a odisséia da construção da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. A razão dessa obra é relatar os 50 anos de fundação da instituição. Itamar faz uma magistral viagem pelo tempo, que tem início no momento em que acabou a II Grande Guerra, em 1945. Ora findo o conflito mundial, surge em 1948, a Conferencia das Nações Unidas, na cidade de São Francisco – Califórnia. Começava assim a Organização das Nações Unidas que buscava uma nova filosofia de política social para o Mundo.

Também, em 1948, quando de sua mensagem de Natal, o Papa Pio XII, inaugurou uma nova política social a ser determinada pela Igreja. É um programa com ênfase nos ensinamentos da encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII. E no bojo dessa reforma geral, veio a consagração de 32 novos cardeais, inclusive a sagração de Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta.

Por essa época, em Belo Horizonte o arcebispo metropolitano Dom Antônio dos Santos Cabral, juntamente, com outros padres e professores universitários têm a idéia de se criar uma universidade católica para propagar e divulgar as ciências e filosofia da educação. Por sua vez, o cardeal Dom Carlo Carmelo, que era mineiro, foi um grande entusiasta desse ideal.

Minas Gerais sempre foi muito católica e Belo Horizonte era a Roma brasileira da Ação Social, que foi um movimento estritamente político e filosófico, seguindo, fielmente, a doutrina cristã. Claro que a capital mineira já tinha a Universidade Federal de Minas Gerais e que a criação de mais uma instituição de ensino superior só engrandeceria Minas Gerais e, por extensão, o Brasil.

O certo é que no dia 12 de dezembro de 1958, o presidente da República, Juscelino Kubitchek, e o ministro da Educação, Clovis Salgado, assinam o ato oficial de reconhecimento da Universidade Católica de Minas Gerais.

Itamar Oliveira vai mais além, conta com pormenores a história de todos os reitores, nessas cinco décadas. E o mais interessante, Itamar faz uma associação de todos os fatos da política brasileira com a PUC-Minas, para provar que a Universidade Católica é um ser vivo que pensa política, consome política e aspira política. Claro e evidente que a PUC-Minas teve problemas, principalmente, com os mandatários do período do regime militar que viam nessa instituição católica muitos comunistas, esquerdistas e agitadores da ordem pública. E por fim, o livro é um atestado pungente de como é a cultura de Minas Gerais.

(*) Jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalha há dez anos na Fundação Ulysses Guimarães e já atuou nas redações dos jornais O Estado de Minas, Correio da Manhã (RJ), Brazil Herald e na TV Globo de Brasília, entre outros.





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